segunda-feira, 26 de maio de 2014

Concurso público: estudo, solidão e rotina

Nenhum grande logro é possível sem trabalho persistente, tão absorvente e difícil que resta pouca energia para entregar-se à eventual angústia provocada pela solidão ou pela rotina. 

 Pensemos em como Camus representa o mito de Sísifo, que fora condenado pelos deuses a realizar um trabalho vão e sem esperança por toda a eternidade: empurrar sem descanso uma enorme pedra até o alto de uma montanha, de onde rolaria encosta abaixo para que o absurdo herói mitológico descesse em seguida até o sopé e empurrasse novamente o rochedo até o alto, e assim indefinidamente, numa repetição monótona, solitária e interminável através dos tempos. Sísifo, um homem que amava a vida, parece castigado a passar a eternidade dedicado a uma tarefa inútil.

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